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Pedaços

de pensamentos daquela que nasceu unicamente para te fazer sorrir...

sábado, 26 de maio de 2012




Estou sem inspiração para escrever e sem um "você" para pensar, agora que acordei do ultimo coma não acho mais tão difícil acordar.
Ainda gosto de pensar em rosto algum, em alguma mão para segurar, alguma lua segurando o céu, deixando as coisas do jeito que está...
Acontece que você não é do jeito que eu pensei e nem eu sou do jeito que eu pensei que você pensou. Ainda estou sentada sobre um chão que você desenhou contando a historia daquela que nasceu unicamente pra te fazer sorrir...
Eu só sei que dormi, mas não fui eu quem acordou.  Gosto de pensar nos dias felizes que ainda virá, gosto de me lembrar do pôr do sol que ainda não presenciamos juntos e das estrelas que nos esquecemos de contar.

Postado por Olivia Mendes às 20:42 1 comentários
Marcadores: dormi, estrelas, gosto, pensar, você

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Tempestade



Você tá tão longe, por que? Eu pergunto, mas não precisa responder, eu que deixei você. Quanto tempo faz? Tenho visto a vida passar pela janela e já nem sei se vivi mais cinco dias ou se vivi o mesmo dia cinco vezes. Os meus olhos vazam porque meu coração sente falta de te ver. Eu corro contra a tempo, mas não encontro você, eu não pedi pra esquecer, apenas fui me afastando e quando vi, já estava longe de você, mas eu não sei andar sozinha, porque eu sei, esta vida não é minha.
E nesse pouco tempo que tenho, não consigo te encontrar, eu ainda posso voltar? Posso esquecer que esqueci? Eu preciso te dizer que tenho sonhado com o dia em que estaremos juntos, para sempre, como você prometeu, lembra? Eu preciso que você me ouça e me tire do meio do mar, pois tá fundo aqui e eu não sei nadar. Hei, sem você eu não sei nadar, mas eu vou acreditar, porque eu sei que você não me fez vim até aqui pra deixar eu me afogar. E lembrando de nossos momentos, eu vou ... lembrando dos nossos momentos eu posso andar, posso andar sobre as águas, atravessar os desertos que há em mim, porque sei que no fim, você estará lá esperando por mim.
Postado por Olivia Mendes às 19:01 3 comentários
Marcadores: águas, preciso, tempestade, tempo, você

quarta-feira, 28 de março de 2012

Ato final



Amigo, eu só faço parte dos bastidores, mas mesmo de olhos fechados eu sinto suas dores. Vocês estão de olhos abertos olhando um pro outro em silêncio, sinal de desgosto.
Sinto raiva dela você não vê? Ouço seus sussurros do que pretende te fazer. Todos os seus passos ensaiados, o seu sorriso de plástico, você pode ver?

Amigo, eu sei, nós não conversamos muito, eu considero você, mas é melhor preparar-se para o to final da peça que ela mesma inventou dando-lhe o papel de perdedor. Eu sinto muito, isso não era amor. É adeus, sempre foi, só que só agora você consegue ouvir ainda meio surdo e com eco voltando, sempre te lembrando que ás vezes é melhor desistir.
Postado por Olivia Mendes às 07:40 2 comentários
Marcadores: adeus, amigos, desistir, perdedor

quarta-feira, 14 de março de 2012

coração-bomba




Quando eu vi que a bomba ia explodir, tentei proteger o máximo de mim, mas contaminei. Há um pouco de paciência aí? Há um pouco de misericórdia aí pra mim? Pois eu sofri calada até não mais aguentar. Não olhe pro meu rosto frio e gélido , olhe pra cá onde devia estar um coração e não está e me ajude a encontrar, pois os meus pés sangram e já está sendo difícil respirar.
A bomba devastou a minha cidade dos sonhos e eu vivo do que restou. Eu preciso voltar a acreditar (?) Porque eu (não) sou a única real aqui. Eu preciso acordar. Minhas mãos calejadas de tanto levantar paredes pra ninguém me enxergar porque há tanto está feio as feridas que nem mesmo eu quero olhar. Eu quero esquecer.
E se você está olhando pra uma menina má você simplesmente está olhando pra uma parede. Pois essa (não) sou eu.
Postado por Olivia Mendes às 06:59 0 comentários
Marcadores: bomba, calejadas, coração, esquecer

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Eu...?



As pessoas me olham na rua como se me conhecessem, mas agora o mais sensato a fazer é segurar firme, respirar fundo, é aguentar... Agir como se a dor nem estivesse ali pra me lembrar de como é dificil me livrar.
As pessoas me olham na rua como se me conhecessem e isso me faz pensar: Será que eu me arrependeria? 
Já tentou imaginar o que eu ia fazer ocupando o seu lugar? Sou apenas o que posso ser, o melhor que eu posso dar, sou aquele que sempre acorda repetindo: Eu sou mais forte do que eu...
Se isso é o máximo que eu posso aguentar, o que estou fazendo aqui? Realmente não sou nada... Talvez pise no chão sem saber que é pra lá que vou voltar, mas preciso acreditar, acreditar que há algo há ser feito e só eu chegarei perto de fazer perfeito.
Acreditar que a sua mão nunca vai soltar a minha no meio da noite, que você nunca vai atravessar as paredes sangrentas, pois eu não saberia o que fazer... Eu não saberia voltar...por favor, prometa nunca atravessar.
Postado por Olivia Mendes às 15:03 2 comentários
Marcadores: dor, lembrar, pessoas, sangue

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Sol nascer



Sabe quando você sente que nunca vai sentir outra vez? Sabe quando você sabe que nunca vai saber? E eu sei que me sinto assim, parece que o caminho ainda está turvo pra mim e eu me perco nos momentos que eu perdi, eu perdi de ver o sol nascer com você, perdi nos banhos de chuva que não tomamos juntas, me perdi nas palavras soltas que perdi num canto da bolsa, perdi nas lágrimas que escorreram até a boca e o que mais sinto que perdi era aquele momento dos seus dias em que eu podia te fazer sorrir. Mas o que importa se agora eu perdi? Mas parece que agora é que importa mais porque eu nunca vou me perdoar por perder o tempo que eu tinha pra te dizer... O quanto era importante pra mim te ter aqui, importante era ver o sol nascer com você, pular, gritar, correr e disso ninguém nunca vai saber... Ninguém nunca vai saber como teria sido se eu nunca tivesse partido.
Tudo bem, ainda há um sol lá fora esperando por você...
Postado por Olivia Mendes às 13:25 7 comentários
Marcadores: chuva, perder, perdoar, você

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Projeções

Era como se fosse as outras pessoas apenas projeções... Projeções do que eu queria pra mim, das coisas que eu não poderia ser, elas eram apenas projeções e então apareceu você.
Elas eram projeções pra mim, pois eu nunca pude a dor delas sentir, era como se eu fosse a única real aqui, vagando por entre olhos de vidro, sempre só, tirando dos meus sonhos o pó de um amor perdido, sendo a única tola a lutar pelo o que talvez nunca tivesse existido e então você apareceu e foi quando o certo foi ficando errado, sempre ao meu lado, mas dentro de mim, tão em mim que o seu sofrer eu pude sentir, sim, eu senti. E eu pude te tocar, pela primeira vez eu pude acordar.
Então eu talvez seja uma projeção pra outras pessoas, mas só com você eu posso ser real...

Postado por Olivia Mendes às 15:38 6 comentários
Marcadores: acordar, amor, real, solidão, você
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